Semana retrasada, alguns alunos de filosofia do primeiro ano escreveram uma redação sobre o mundo invisível que há dentro deles, o mundo interior. A redação era uma tentativa de exercitar o pensamento em relação as idéias e sua realidade (a partir do estudo de Platão). Mas confesso que a inspiração para o tema eu busquei no Inversismo. Assim sendo, fiquei devendo a nosso site, de modo que decidi publicar alguns dos textos que recebi.
O presente texto é da aluna Larissa Gomes do primeiro ano, da escola estadual Enésia Loureiro Gama. Sublinhei os trechos que mais gostei.
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Texto de Larissa Gomes, 1°A – E.E. Enésia Loureiro Gama
O mundo onde eu vivo
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No mundo onde eu vivo, a menina vira mulher, amadurecida e decidida, e a mulher vira menina, com brilho no olhar, alegria e inocência. No meu mundo eu sou aquela que vive em um reino com muralhas altas para que a princesa frágil não seja atacada; eu sou a princesa sonhadora e a plebéia sofredora, eu sou aquela que as pessoas não entendem, não entendem, não entendem por que minhas muralhas se rompem, não entendem por que choro ou por que me liberto de minhas prisões com coisas simples, os meus sentimentos confusos mas ao mesmo tempo tão certos e nenhum igual ao outro.
Eu me identifico com muitos e compreendo muitas complexidades, sou a psicóloga que não entende nem a si mesma.
Eu sou o médico e o monstro, sou controverso comportado, mas quando perco o controle sinto que não sou mais eu.
Escrevo, falo, desenho e ouço e logo tudo isso sou eu, pois eu me lanço e nessas pequenas coisas eu me entendo e penso: Como esta pode ser eu? É por que eu sou simplesmente complicada. Quando eu digo que amo, eu vivo isso, eu me entrego e isso queima em mim, mas quando sou ferida eu me tranco em placas e mais placas de metal não real.
As minhas idéias vem como um jato, e tão incontáveis como as estrelas, vem como se quisessem despertar e chegam todos de uma vez, loucas ou sãos. Eu crio as minhas próprias lembranças, crio ideais que nem mesmo sei se existem, eu tento ser cega mentalmente para que eu não destrua as minhas esperanças e não fecho os meus olhos para as verdades obscuras, na verdade tento entende-las, tento saber o mecanismo e as complexidades daquilo que me assusta, daquilo que dá medo sem me desgrudar do racional, do verdadeiro, da alegria e daquilo que me faz bem porque se eu for vazia sei que me assombro para sempre, mas isso não ocorre só com o medo porque certos amores me perseguem e deixam lembranças, lindas como um dia de verão ou dolorosas como assistir a devastação de um furacão mas todas elas fazem parte de mim, fazem parte de quem eu sou, das minhas esperanças, dos meus erros que não quero mais cometer mas pode ser que cometa.
O meu mundo é negro e é colorido mas é verdadeiro, porém nem todos podem vê-lo, nem todos podem participar pelo meu medo e pela minha seleção por que não sei bem se deveria partilhar da minha dor, da minha alegria e da minha paixão porque talvez não entendam, talvez não queiram mais ser parte do meu mundo que pertence a mim mais que tem pessoas que nem sabem que estão nele.

Uau, muito lindo o texto dela.
Me identifiquei com muitas coisas desse mundo.
E ela escrever isso numa aula, poxa, pura inspiração. *-*
Larissa, odeio esse nome por causa de mas lembranças de uma garota com esse nome mas adorei seu texto, sei q elogios nunca nos ajudam a melhorar nada mas nao tenho nada pra reclamar entao so me resta tentar te animar…
YEAH LARISSA! COME ON AND SHOW ME WHAT YOU’VE GOT GIRL!!
(nem sei se vc vai ler isso um dia mas enfim..eu tentei xD)
Ela vai ler sim, já que vou ficar com o original, vou imprimir esse aqui pra ela.
Já deve ser a 4ª vez que leio esse texto…
Continua tão inspirador como da primeira.