Infância subestimada

Publicado: fevereiro 1, 2012 por Gabi em Supersonic Meme (Coluna de Gabi Melo)

Bem, a “infância”, em sua aplicação socio-cultural, é uma invenção capitalista, cultuada e evidenciada pela mídia. O fenômeno da supervalorização dessa fase, como algo muito especial, que merece cuidados atentos e contínuos, é muito recente. Juntamente, temos a subestimação das capacidades das crianças e a ideia de que são seres ingênuos, despreparados e de certa maneira ignorantes. Na verdade, tudo é apenas uma desculpa para vender brinquedos. Mas enfim, é assim que continuamos a vâ-las hoje em dia. A história nos mostra que em tempos antigos, ou nem tão antigos assim, eram consideradas simplesmente adultos menos desenvolvidos – e, de fato, é isso que são. Os egípcios – e muitas outras sociedades escravistas da antiguidades – as tratavam basicamente como trabalhadores assim como seus pais, e até o nosso próprio Brasil já teve um imperador de 5 anos!

Tenho plena consciência de que as capacidades intelectuais das crianças são abruptamente subestimadas. Elas tem um potencial muitas vezes impressionante para cognição, raciocínio, lógica e memória, os quais, infelizmente, são comumente ocupados com brinquedos tolos, jogos fúteis, a programação alienienadora da televisão, papais noéis, coelhos da Páscoa, fadas do dente e cegonhas que trazem bebês. Não é a toa que elas, naturalmente, sabem os nomes de todos os personagens, relembram e relacionam histórias, imaginam e criam situações complexas… Simplesmente, não as é apresentado um outro meio onde aplicar suas inteligências.

No entanto, é preciso deixar claro que não defendo que crianças comecem a estudar astrofísica quântica e trabalhem em escritórios (se bem que a primeira situação não me parece nada mal), mas apenas que não tenham suas capacidades reprimidas e/ou ignoradas. Elas podem receber boas noções de política e cidadania, devem saber que seus pais precisam trabalhar o ano todo para eles mesmo comprarem os presentes de Natal. Elas são capazes de ter um contato mais profundo com a ciência, biologia, matemática, química e física – diferente do ensino muitas vezes tolo que recebem nas escolas -, aposto que elas gostariam de entender melhor de “onde vieram”, e também de escrever histórias, poemas, músicas.

A solução – a mesma de praticamente todos os aspectos falhos da sociedade – recorre ao ensino escolar, mas dessa vez também consideraria importante uma educação adequada em casa, mesmo que isso já vá se refletir do upgrade escolar. Quem irá dizer que com crianças que aprendam e leiam mais, que sejam estimuladas a pensar e questionar, não teremos um mundo com menos violência, corrupção e demais crimes? Quem sabe assim viveremos numa sociedade mais justa, mais inteligente, e quem sabe isso impusione novos campos do conhecimento e o desenvolvimento notável da ciência. Parece bom, não? Por fim, deixo que as crianças devem ser tratadas como seres inteligentes e capacitados, que não são de maneira alguma inferiores aos adultos, apenas mais inexperientes e imaturos – com algumas exceções, é claro.

 

Comentários
  1. vittie disse:

    Queria deixar o meu parecer sobre o texto aqui de forma sucinta, e pois bem!:

    O primeiro parágrafo é de uma grande ingenuidade e, provavelmente, construção efêmera de alguma cólera ignorante; o texto é inteiramente paradoxal, já que você critica o fato de subestimarem as crianças – e durante o todo o texto, o faz.

    Concluo, apenas dizendo-lhe que lhe seria muito bom apagar esse texto e rever seus conceitos. Aliás, indico-lhe um ótimo pontapé inicial: Ludoterapia e complexo de Édipo.

  2. Gabi disse:

    Bem, amigo, em primeiro lugar acho que você deveria aprender a escrever e expor a sua opinião de uma maneira mais polida, aí então eu até daria um real crédito ao que tu diz. E também sugiro que, ao invés de querer escrever difícil, como essa tal de “alguma cólera ignorante”, me falasse sobre como você pensa que é o certo. Aliás, gostaria de entender melhor exatamente onde encontrou esse completo paradoxo, realmente não entendi. De nada adianta querer deixar teu parecer de forma sucinta se ele não diz nada, além de criticar.
    Por fim, não irei apagar esse texto, a não ser que os outros membros do blog decidam por isso, e ainda assim ele continuará no meu blog pessoal. Mesmo que eu fosse mudar de opinião – o que você ne chegou perto de conseguir fazer, não me pareceria um bom motivo para exluí-lo, pois acho que de muito vale pensar sobre o que um dia já pensou ser o melhor ponto de vista…

  3. vittie disse:

    Tudo bem, vamos lá:

    “Bem, a “infância”, em sua aplicação socio-cultural, é uma invenção capitalista, cultuada e evidenciada pela mídia.”

    Não sei de onde você tirou isso, provavelmente, como eu havia dito, resultado de uma cólera ignorante ou vontade ininterrupta de ser contra o “sistema”; a infância sempre existiu, mas o termo “infância” ganhou valores apenas no século XVI.

    “Tenho plena consciência de que as capacidades intelectuais das crianças são abruptamente subestimadas. Elas tem um potencial muitas vezes impressionante para cognição, raciocínio, lógica e memória, os quais, infelizmente, são comumente ocupados com brinquedos tolos, jogos fúteis, a programação alienienadora da televisão, papais noéis, coelhos da Páscoa, fadas do dente e cegonhas que trazem bebês.”

    Agora você tem que tomar consciência de que, as crianças têm suas capacidades subestimadas, pois, a princípio, ninguém mais pensa como elas o fazem. Sucedera que, durante todo o texto você aplicou valores cujos quais você aprendeu no pós-Édipo, ou seja, pós a formação do seu superego, que são os valores que seus pais lhe deram e que a sociedade impôs, dante isso, você era uma criança que não via “mainstream”; “sistema”; “brinquedos bobos”. E é por isso que você não pôde redigir esse texto com clareza nas ideias, porque não há lado lógico ou neutro… não há neutralidade, ou, à princípio de tudo… um pouquinho de conhecimento sobre isso.

    Outra coisa que vale ressaltar… a ludoterapia. Durante todo o texto você não falou só dos brinquedos “ludus”, mas também referiu-se às crianças como gênios que deviam ser “obrigados” a estudarem, terem contato com a biologia, etc.

    O problema não está na educação escolar, ou ao ensino escolar. As crianças, como você não pôde pensar novamente, não possuem essa seriedade que você tem; crianças são despreocupadas, leves, doces e não precisam sentar-se à frente de um livro e lê-lo incessantemente para tornarem-se adultos melhores. Crianças aprendem e se expressam através da diversão [Ludoterapia, mais um lembrete], de seus Epicuros interiores.

    Pois bem, continuo com a minha sugestão de que você apague o texto e reveja seus conceitos, pois, não trata-se de uma evolução da escrita ou do conhecimento, e sim de uma indolência por sua parte – tendo em vista que se encontra defronte ao tal – de não conhecê-lo e assim, redigir um artigo melhor. O problema não é o seu conhecimento… pouco me importo com ele, mas não seria bacana ver aqui, algum leitor do inversismo, deixar-se levar por esse tipo de pensamento errôneo e superficial.

    No mais, você já tem o começo: sabe que as crianças não devem ser subestimadas, agora basta pensar como escreve e estudar um pouco mais.

  4. Cure disse:

    Se considerar criança alguém entre 4 e 14 anos, temos:
    “Os egípcios – e muitas outras sociedades escravistas da antiguidades – as tratavam basicamente como trabalhadores assim como seus pais, e até o nosso próprio Brasil já teve um imperador de 5 anos!”
    Os egipcios capturavam prisioneiros e os mandavam pras minas, não usavam crianças; as crianças ficavam sob tutela dos pais até maioridade. Na Grécia, também escravista, só se tornava homem aquele que participou da sua primeira olimpíada. Nosso primeiro ‘Imperador’ foi coroado por conta de problemas externos, e imperador é um termo errado, houve uma regência antes disso até ele fazer 14 anos e ter sua certidão de nascimento alterada…

    -
    “Tenho plena consciência de que as capacidades intelectuais das crianças são abruptamente subestimadas. ”
    E eu tenho plena consciência de que as capacidades intelectuais das crianças são totalmente subestimadas:
    As pessoas tratam eles como bebês quando eles não tem maturação social e física e são, portanto, só crianças.
    A família é uma instituição, e tal qual as instituições, tem que ensinar a criança a se emancipar socialmente em relação a esse núcleo familiar para constituir outro, essa invenção capitalista, Gabi, cultuada e propagada pela midia , como a mãe, que joga o filho pássaro pra fora do ninho para faze-lo voar.
    Já físicamente e intelectualmente, bem, você repara que durante/após a puberdade o cérebro macho/fêmea se diferencia e, além disso, caracteres secundários como aumento de seios e das costas, surgem; então não vejo ponto em você afirmar que ‘crianças’ normais são maduras como os adultos/inteligentes como adultos/tem corpo como o dos adultos.
    -
    “cegonhas que trazem bebês”
    Gabi, faremos assim, vou pegar uma criança da idade que lhe interessa ai vou explicar com meu conhecimento de estudante de cursinho sobre o ciclo ovariano, o sistema de nidação, desenvolvimento fetal e sobre as estruturas/mudanças hormonais envolvidas num processo. Isso para uma criança que, dependendo da idade que você indicar, não consegue resolver “4²”.
    -
    Astrofísica quântica não existe. Ou se estuda os astros ou se estuda a física quântica.
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    “A solução – a mesma de praticamente todos os aspectos falhos da sociedade – recorre ao ensino escolar, mas dessa vez também consideraria importante uma educação adequada em casa, mesmo que isso já vá se refletir do upgrade escolar”
    Você poderia ter citado o método Suzuki de ensino, bem apontado.
    -
    “Parece bom, não? Por fim, deixo que as crianças devem ser tratadas como seres inteligentes e capacitados, que não são de maneira alguma inferiores aos adultos, apenas mais inexperientes e imaturos – com algumas exceções, é claro.”
    Mas o que é a inteligência e a capacitação se não o resultado de maturidade e experiência? Parece que há uma contradição ai.

  5. Cure disse:

    Vittie:
    “Não sei de onde você tirou isso, provavelmente, como eu havia dito, resultado de uma cólera ignorante ou vontade ininterrupta de ser contra o “sistema”; a infância sempre existiu, mas o termo “infância” ganhou valores apenas no século XVI.”
    Na verdade, acho que você trocou as bolas, adolescência surgiu durante a idade média, nos tempos dos antigos você era criança e depois de uma caçada/olimpíada/caminhada no bosque/ outro ritual se tornava um adulto
    .

  6. vittie disse:

    Isso não quer dizer que a infância existiu, necessariamente. Pelo que já havia lido, os valores de criança surgiram no século XVI, e um século depois se tornaram algo da sociedade [antes era restrito ao seio da família]

  7. Cure disse:

    “Isso não quer dizer que a infância existiu,”
    Isso foi digitado corretamente?

  8. vittie disse:

    Sim. Dizer que havia essa passagem de adolescente pra adulto não quer dizer, necessariamente, que existiu o termo criança ou algum valor agregado à infância. A infância é o período que antecede a puberdade.

  9. vittie disse:

    o termo infância* corrijo.

  10. Gabi disse:

    Poxa gente, podem falar e me chamar do que quiserem, mas eu não me sinto mais nem um pouco confortável pra escrever alguma coisa aqui. Acho que os leitores e autores desse blog tem uma personalidade e um ponto de vista bem diferente do meu. Desculpem-me se ofendi à filosofia de vocês com o que escrevi, relamente acho que não tenho nada a ver com isso aqui. Enfim, só ressalnto que podem me chamar do que quiserem, tô dando pra trás mesmo por que essa é a minha vontade :) Adiós Inversismo!

  11. Blue disse:

    Vittie, sua critica tem um ponto autentico e valido, e cumpriu um papel. Nao justifica, porem, a detestavel arrogancia intelectual que diz para a autora ir estudar ou coisa do tipo. Isso é uma merda de se ler. Obviamente que o problema nao esta em nao entender mas em entender errado, essa ultima possibilidade justificaria apagar um texto, desde que o blog nao permitisse criticas ou o autor insistisse num possivel erro. E para alem, este é um blog para nossa juventude, cuja a autoridade esta no fato de sermos testemunhas vivas e atuantes dessa mesma juventude. Ou seja em falar o que pensamos, vivemos e sentimos, em prol, é claro, de algo que entendemos como positivo, ou que eu entenda como positivo, se preferir. Nao sei do futuro do Inversismo, pode ser que um dia ele seja feito por colegiais cujo o unico merito seja uma rebeldia ignorante porem fecunda e positiva contra o sistema, escrevendo, talvez irrefletidamente, sobre como a escola deveria ser incendiada – a la another brick on the wall. (Cont.)

  12. Blue disse:

    Bem, estou falando do celular no trabalho (sala dos professores). E ja volto (nao me interrompam).

  13. Blue disse:

    (cont.)

    Entretanto, este blog, o Inversismo, jamais será feito (e isso eu garanto) por jovens intelectuais somente, ou com mensagens puramente acadêmicas, ou algo do tipo. E diga-se de passagem, “o jovem quando recebe muita informação torna-se arrogante” disse Kant, por que será que vemos tanto isso por aí? Eis uma missão do Inversismo, destruir isso pela base, ou seja, construindo em outro sentido.

    Gabriela,

    Tu postou esse texto por que pedi, reconheço que tua revolução meio solitária – e tão bela – se vê, talvez, negativamente exposta num site como o nosso, que tem “alguma responsabilidade” que não é tua. Entretanto, permita-me, se tu não tiver nada a ver com isso aqui, é necessário revermos a estruturação do blog, pois o Inversismo só poderia ser feito por espíritos como o teu, por inteligências a frente como a sua. Eu adoro a sua verdade (tenho certeza que falo por alguns leitores também, que já disseram o mesmo), por favor, não nos prive da potência de suas palavras.

    No mais, os comentadores do post, já apontaram seu blog, ou sua resposta a esse post. E os leitores, tem assim, outra possibilidade, paralela construção, que espero não se resumir a criticar para destruir.

    no mais, punk is not dead.

  14. felipemp93 disse:

    Espero sinceramente não ter te ofendido, Gabi – não foi minha intenção fazê-lo. E não apontamos em momento algum que você está contra a nossa filosofia, mas somente que há equívocos no teu texto: se você parar para pensar, fazemos isso por amor (sim, amor), pois não comentaríamos aqui se não para mostrar a você o que poderia ser melhorado em teu texto. Não fiz um comentário daquele tamanho para te depreciar, preferiria não falar nada se fosse para perder meu tempo com tal estultice. Fiz apenas para que você percebesse que as coisas não são como você mostrou nesse post, que há equívocos grandes aí. Mas eu não posso fazer nada se você decidir-se por sair do Inversismo, seria uma pena – só isso que posso dizer – que você seja tão vaidosa ao ponto de não aceitar uma crítica que quer, no fundo, te enriquecer.

  15. Cure disse:

    Não ofendeu a minha, meus colegas que não sabem se comportar. Por que não escreve? Eu gosto tanto de ler :/

  16. Blue disse:

    Já são três votos, Gabi, fique conosco.

  17. vittie disse:

    “Bem, amigo, em primeiro lugar acho que você deveria aprender a escrever e expor a sua opinião de uma maneira mais polida, aí então eu até daria um real crédito ao que tu diz.”

    Apenas relembrando essa ótima frase.

    E para explicar: não fui arrogante em lugar nenhum, aliás, onde ser arrogante é pedir para que uma pessoa estude algo e assim, escreva um artigo sem enganar-se sobre algo… ora pois! E digo, continuo a dizer à garota que ela deve ler um pouco sobre o que eu falei e assim, formular um ponto de vista melhor para não sair por aí dando informações equivocadas.

    E não há nada mais natural do que estudar para escrever um artigo.

  18. Blue disse:

    Não amigo, você “acha” demais. E perde seu tempo com um blog que já disse que não tem crédito nenhum.

  19. Blue disse:

    (não) terminei de ler aqui o tal do “comentário” do Felipe em seu blog. Que show de arrogância e pretensão. Ares de “professor” “ensinando” a “verdade” dos “intelectuais”. Haha (quantas aspas!). E se faz isso com “amor”?

    “Deus” me livre de algo parecido no Inversismo. Criticar é muito mais fácil, falar cheio de citações mais ainda. Pensei em apagar o “link” para esse texto, mas vou deixa-lo, os leitores farão seu julgamento. Muito mais vale o texto da Gabriela, não por acaso, foi digno de ser apontado e criticado.

  20. felipemp93 disse:

    Nossa…me impressionei com a tua atitude. Recuso-me a responder isso.

  21. vittie disse:

    E pensar que eu fui arrogante… qual a dificuldade de perceber que a menina não sabe o que fala? Santo pai!

  22. felipemp93 disse:

    Nossa…eu realmente fiquei chateado agora (o que não costuma a acontecer, admito). Não fiz muitas citações (houveram pouquíssimas como as do final com Agostinho e Nietzsche)…você realmente acha que eu gastaria quase que a tarde inteira num texto só para diminuir e me fazer passar por um professor? Ou melhor, “professor”? Estou longe disso e assim quero ficar (não faço bacharelado à toa).

    O Cure também me disse que eu a ofendi, mas eu, sinceramente, não consegui ver onde! Eu me esforcei tanto para fazer com que o texto ficasse de um modo coeso e que ela pudesse entender o porquê de minha posição (não que eu a esteja chamando de burra). Nossa, estou realmente abalado por isso, não esperava mesmo. Fora que eu deixei tão claro no início da resposta que eu não queria ofendê-la de maneira alguma.

    Desculpe-me, Gabi, por ter te ofendido e ainda não conseguir ver como.

  23. Blue disse:

    Felipe, nao disse que se recusaria a responder? Haha se se explicou (e tanto!) é porque a verdade ja esta posta – e os leitores verao. Vittie, nao se preste a esse papel, é mais merda ainda de se ler. Agora´eu tenho motivos para me orgulhar desse post, mais ainda de uma certa grandeza da autora que ficou demonstrada em seus comentarios.

  24. felipemp93 disse:

    É sempre bom se orgulhar da ignorância alheia. Parabéns e boa sorte com teus alunos merdinhas (que nem tu se referiste ao Vitor) :3

  25. vittie disse:

    Engraçado é ver um post desse com tantos comentários… enquanto um mil vezes melhor – tal qual é o do Rico – se encontra às moscas. Isso prova muita coisa no que diz respeito aos internos que aqui estão.

    Pelo jeito o Inversismo continua a mesma coisa por causa da tua ladainha – e isso dante a saída dos melhores integrantes que já puseram os pés por aqui

  26. Blue disse:

    Ae! Agora sim Felipe, sabia que nao ia demorar pra tu voltar ao teu estilo habitual, tava estranhando aquele papo de desculpa e de amor. Vittie, eu sinto uma certa satisfacao em ver o inversismo sendo golpeado assim, e nao precisar responder absolutamente nada.

  27. felipemp93 disse:

    Há muito tempo que não falas comigo, não assuma que esse é meu estado normal. Apenas acho que passaste do limite ao ir tão baixo quanto foste. Enfim, amo a ignorância alheia e amo aqueles que a ama…não há por que eu não te amar então. Espero que a Gabi seja menos ignorante que você e não se detenha nesse conhecimento acerca da infância que ela mostrou aqui.

    Ah sim, e parabéns por chegar ao fundo do poço.

  28. Gabi disse:

    Só consegui reacessar a internet agora – com uma notável dificuldade, pois estou em viagem. Na verdade, só li a resposta do Felipe agora e o que tenho a dizer é que eu não consultei a Wikipédia e que não despertou nenhum sentimento de ódio – eu tenho coisas mais importantes pra odiar. E Cure, eu sei que astrofísica quântica não existe, eu inclusive inventei o nome na hora, foi meio que uma brincadeira, sabe? Eu realmente não acho que vocês estejam errados, e também acredito que não quiseram me ofender. Acontece que eu me senti no campo de batalha errado, perdida nas palavras de vocês. Eu tenho conhecimento de uma parcela bem reduzida sobre os assuntos acerca da sociedade e sua história, ao comparar-me à vocês que (eu imagino) estudam e se dedicam à isso, minha área é outra e eu não ambiciono dominar a de vocês. Confesso que essas respostas me amedrontaram e despertaram um sentimento de repressão e deslocamento, muito antes de raiva ou mesmo ofensa pessoal. Imagino que vocês realmente gostem de debater sobre, se não me engano o Gabriel comentou que faz isso por amor, e eu acho isso lindo, desde que não precise agredir quem tenha uma opinião diferente – o que eu senti claramente do Vittie. Eu sou nova e guardo pouca informação sobre filosofia e sociologia na cabeça, é claro que tenho muito o que aprender e minha opinião é completamente flexível à isso, acontece que eu não tenho medo de escrever e expor o que me dá na telha, hoje. Eu posso estar errada, e não tenho medo de errar, nem de falar umas bobagens. Não precisavam levar cada palavra minha tão a sério, ainda mais falando sobre um assunto desses, mas completamente diferente seria se eu tivesse escrito sobre ciência. O que eu escrevi ali em cima foi a partir do que eu percebo do meu irmão de 9 anos, não tive pretenção nenhuma de discutir assuntos mais profundos, não tive a intenção de me meter num território que eu não conheço. O que eu escrevi foi simplemente o que eu penso, talvez tivesse lido em algum lugar ou ouvido de alguém, não lembro, apenas estava na cabeça (não, eu não consultei a Wikipédia!!), e por isso digo que não deveriam ter levado tão à sério. Alguns dados podem estar errados mesmo, e agradeço se me passaram a informação correta. Agora, acho um absurdo se não respeitam o meu ponto de vista e se interpretam coisas sobre mim sem nem me conhecer. Eu poderia sim ter ficado ofendida e ressentida, mas isso não aconteceu, tive a impressão de que foi algo tão distante de mim que nem me atingiu de verdade.
    Por fim, eu até gostei de vocês terem discutido tanto e qurerem me mostrar o que pensam. Mas, com toda a certeza, pelo menos não me meto a escrever aqui sobre esse tipo de assunto! Haha, só se for sobre algo a que eu domine e realmente me sinta capaz de argumentar.

  29. Blue disse:

    “parabens” por chegar ao fundo do poço” Que bobagem! Hahaha, mas deixa isso pra la. Enfim Gabi, falou muito bem, nossos leitores se sentirao representados (porque eu me senti)

  30. felipemp93 disse:

    Desculpa sobre o Wikipédia…talvez tenha sido exagerado isso, talvez tenha sido “inspiração do momento”. Só quero que saiba que eu não quis te ofender em momento nenhum, pois sei como é sofrida essa estrada para o conhecimento e afins, sei que sempre haverão os pretensiosos para te falar que você é um lixo – se você teve essa impressão de mim, eu peço mil desculpas. Admiro teu espírito aventureiro e a tua coragem de escrever o que realmente pensas, isso é ótimo. Mas é, como sempre, preciso tomar cuidado no campo em que entras, ele pode ser minado e você pode não ter em mãos o mapa para saber desviar delas. Espero ter contribuído para o teu conhecimento – se fiz isso, já fico feliz. Continue escrevendo, não saia do Inversismo, pois quero ler mais de ti.

  31. felipemp93 disse:

    Minha foto de perfil aqui no wordpress, como percebes, é uma criança – e em muitos outros lugares também é. Minha pesquisa na faculdade é a relação do medo com a figura da infância. Então você pode meio que entender o porquê de eu ter feito o que fiz – apenas quis te mostrar o conhecimento que adquiri e que você também pode adquirir se quiser :3

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