É difícil expor os meus pensamentos e o que eu sou por dentro para alguém que eu me mal conheço.
Por fora eu sou a garota engraçada que faz piada de tudo que adora se divertir e que sempre tenta ser simpática com todos, mas por dentro eu sou o oposto disso tudo.
Eu sou a garota solitária que demonstra sua frustrações escrevendo textos, eu choro quase todos os dias por não me sentir aceita pelas pessoas, eu não gosto de ficar rodeada por pessoas, eu prefiro o silêncio, e eu tenho que confessar que penso em suicídio quase o tempo todo. Eu fico triste facilmente e a convivência comigo é bem difícil.
Sou uma garota que tem medo de ser magoada e há 3 anos eu não confio em ninguém, por que meu “pai” parou de me ligar e eu nunca mais o vi, ele me abandonou e simplesmente sumiu.
Eu não acredito em Deus, eu prefiro acreditar em fatos provados, eu acredito no que é real. No meu interior, nos meus pensamentos, eu crio mundos perfeitos, lugares que não existem e eu gosto disso, se eu pudesse, eu me mudaria para um desses tais lugares, eles são mais seguros e com certeza eu seria feliz neles e é por isso que eu leio tantos livros, mesmo preferindo a realidade, os livros trazes a mim mundos onde eu daria a minha vida para morar.
Minha história favorita é “Cinderela”, ela sofreu, foi humilhada, mas ainda assim teve o seu final feliz e eu ainda acredito no meu.
Como a Cinderela, eu já sofri perdas e uma delas foi o meu avô, não eramos muito próximos mas mesmo assim doeu. Eu era muito pequena para entender as coisas e por isso não me lembro muito bem do que aconteceu. Eu ainda tenho meu outro avô e ele é a minha vida, eu amo mais ele do que a minha própria mãe, pensar em perde-lo me faz chorar – e muito. Brigo demais com a minha mãe e isso nos torna cada vez mais distantes uma da outra, e essas marcas no meu pulso não foram um acidente.
Eu quebrei o vidro e cortei meu pulso e foi por ódio da minha mãe, eu fui irracional, não sabia o que eu estava fazendo mas o corte foi superficial, acho que não era a minha hora de morrer quando fico com raiva eu penso em coisas horríveis, se pudessem ler a minha mente…
Em relação a música, ela consegue me deixar mais calma, ela é a minha saída para os pensamentos ruins e as vezes resolve mas ultimamente está difícil. Passo noites pensando em métodos de sumir, de desaparecer, sem deixar vestígios. Mas claro, não é só de sofrimento que eu vivo.
Quando penso em coisas positivas isso me deixa mais confiante e nesses momentos eu me sinto completa, como se eu fosse capaz de fazer o que quiser.
Sei que tudo isso é meio dramático demais, mas são as coisas que eu penso, quem eu realmente sou e não posso mudar isso. Já sofri bastante na minha vida, era zoada pelos meus colegas, sempre era a desengonçada da turma, mas isso me tornou especial.
Se não fosse por tudo isso, os meus textos que escrevo e posto no Tumblr não seriam tão lidos e tão aceitos. Pessoas gostam de pessoas que simplesmente não se adaptam as coisas, isso nos torna diferentes e únicos e esse é um dos motivos por eu – ainda – estar aqui, para contar a minha história e o meu ponto de vista em relação ao mundo.
Esse é o mundo onde eu vivo.
