Anti-fronteiras

Publicado: 16 de fevereiro de 2011 por Gabi em Gabi

Linhas imaginárias para dividir os territórios bons dos ruins são um eficiente artifício de opressão. Não há de se dividir povos, todos nascemos humanos, nascemos iguais, com as mesmas liberdades. Quem tal líder pensa que é para me dizer que não posso pisar em tal território? O lugar onde você nasceu não determina se você é melhor ou pior que o habitante de outro território. Não há nada que detenha o direito de determinar o seu futuro, seja te impondo uma ditadura, restringindo teus direitos ou manipulando tua mente, baseando-se apenas pelo lugar em que você vive. Porém, isso é uma consequência do sistema, desse sistema injusto que divide o mundo em linhas imaginárias desenhadas pelos poderosos. Separatismo só gera sangue. Vimos isso na África colonial, que não se acertou até hoje e por isso continua subdesenvolvida. Guerra entre Coréia do Norte e Coréia do Sul, que coisa mais ridícula, elas já foram a mesma coisa e hoje e guerreiam por causa de ditadores vindos do outro lado do pacífico, daquela nação que se acha superior ao resto do mundo. Esses ditadores importados não chegam apenas na Coréia, estão pelo resto do mundo também, na África, no Oriente Médio, já estiveram (ou estão?) na América Latina, no Brasil. Eles vem e vão sempre com a intenção de dividir, somar territórios aos seus e se mostrarem mais poderosos que seus vizinhos. Isso lembra um jogo de tabuleiro, não?

Chega de separar, temos que voltar atrás e começar a unir. Unir idéias, unir forças. Unir o que cada lugar tem de melhor, em prol do progresso, não somente da nação x, mas o progresso universal. Simplesmente temos que acordar e perceber que somos muito, muito mais fortes juntos! Somos diferentes, é claro. Somos muito diferentes em nossos idiomas, culturas, concepções e modos de levar a vida. Pertencemos a uma espécie que se mostra tão rica, uma espécie tão diversa, que muitas vezes pensamos ser de espécies distintas, afinal, é isso o que diz aquela linha que me separa daquela outra pessoa. Mas não, a nossa raiz é sempre a mesma. Ele é indígena, ela é negra, a outra é mulata, já ele é branco e aquele lá é oriental, que ótimo! Agora cortemos todos no meio e vejamos se não são iguais. E temos muito que nos orgulhar disso. Em total contradição ao sentimento homofóbico, um dos mais repugnantes e asquerosos que se pode desenvolver, que só gera guerra, lágrimas e, mais linhas imaginárias.

 

1984 nunca mais.

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